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Bancos de sangue se desdobram contra baixa nos estoques no Sul de MG

Dificuldade de captar doadores dificulta o fornecimento de sangue aos hospitais da região.
As poucas doações nos bancos de sangue são problema frequente nos hemocentros do Sul de Minas. Os poucos doadores mantêm os níveis dos estoques abaixo da meta no Sul de Minas. Apenas uma bolsa de sangue pode ajudar quatro pessoas em situação de emergência. Mesmo assim, a pouca procura coloca em risco a oferta de sangue para pacientes internados nos hospitais.
Ao todo, três cidades contam com hemocentros ligados à fundação Hemominas. A primeira foi inaugurada em Pouso Alegre (MG), em 1994. A segunda, inaugurada no ano seguinte em Passos (MG) e a última inagurada em Poços de Caldas (MG) em 2009.
Em Varginha, não há uma sede própria da fundação. O terceiro maior município da região conta apenas com um posto avançado de coleta externa, que atende três hospitais na cidade: o Hospital Bom Pastor, Hospital Regional e o Hospital Varginha. O posto é submetido ao Hemominas de Poços de Caldas, e as doações recolhidas são enviadas para lá. Em 2016, um terreno foi doado pela prefeitura de Varginha para a construção do novo posto de coleta.
Desde o dia 9 de outubro, três profissionais vindos da sede do Hemominas em Poços de Caldas estão auxiliando a captação no posto de coleta. Com o apoio, a chefe de captação Maria José Tempesta explica que tem sido possível aumentar o número de cadastros.
Ela diz que a instalação de uma sede própria depende do aval da Secretaria de Saúde do estado. O atual posto existe desde março de 2015 e foi uma alternativa para o município que ficou sem hemocentro desde que o antigo posto de coleta de sangue particular foi fechado por uma decisão do Ministério da Saúde, que determinou que hemocentros só pudessem funcionar pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ela explica ainda que a média de captações teve que ser reduzida porque o posto de coleta não possui capacidade suficiente para atender mais pessoas. “Os doadores começaram a reclamar em relação ao tempo de espera, porque se demora muito, eles passam mal por adiar muito o horário da doação”, conta.
Maria acredita ainda que uma sede própria poderia aumentar o índice de doações e melhorar o fornecimento para os hospitais: “Assim, daria para atender melhor o doador”, completa.
Segundo a Fundação Hemominas, um terreno foi doado pela prefeitura de Varginha para a construção de um posto avançado de coleta. O terreno fica no Bairro Cidade Nova, aos fundos de uma Unidade Básica de Saúde que está em construção.
A sede funcionaria por meio de uma parceria entre a fundação e o município, em que os funcionários seriam fornecidos pela prefeitura e a fundação faria o treinamento e acompanhamento dos profissionais. Entretanto, o projeto ainda não saiu do papel, e não há prazo para a instalação do centro de captação.
Situação no Sul de Minas
Uma das maiores dificuldades para os hemocentros é encontrar pessoas que tenham sangue de tipagem negativa, uma das mais raras. No Hemominas de Passos, esse tem sido o maior problema atualmente, segundo o diretor técnico do núcleo, o médico Aldir Ribeiro.
Ele diz que só é possível manter o hemocentro por meio de campanhas pedindo doações: “São campanhas realizadas junto aos doadores, aos pacientes que receberam sangue e um trabalho de convocação, tanto pela imprensa como por meio de contato telefônico”, explica.
Aldir diz ainda como anda a situação do posto de coleta: “No último mês houve uma queda no número de coletas, mas já nos recuperamos. E hoje nós temos um estoque dentro do que a gente espera para garantir um estoque para o mês de outubro”, conta.
Em Pouso Alegre (MG), a fundação Hemominas atende 54 municípios da região. Segundo a coordenadora local, Solange Assis, o histórico de falta de doações é frequente e, atualmente, o banco de plaquetas é o que segue mais defasado.
Por lá, a média nas doações já chegou a 120, mas no último mês, o banco registrou apenas 90 candidatos. “Nosso estoque está baixo, a gente precisa que venham doadores”, explica a coordenadora.
Na cidade de Poços de Caldas (MG), a situação não é diferente. Por lá, o pedido por doações também é frequente.
Para quem doa, a sensação é de ajudar quem precisa. A atendente Elizabeth Pereira conta que resolveu ir ao hemocentro após um colega de trabalho precisar de doação sangue. “Doar é tranquilo e é muito importante porque uma doação salva várias vidas”, afirma.
Eduardo José da Silva, técnico de enfermagem, conta que o seu trabalho na área da saúde acabou mostrando a importância de se tornar um doador assíduo. Ele conta que costuma doar quatro vezes ao ano: “Este ano já é a minha terceira vez que eu estou aqui. A gente doa um pouquinho do nosso tempo para ajudar uma vida inteira de outra pessoa”, diz.

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