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Brasil tem mais de 207 milhões de habitantes, segundo IBGE

Levantamento aponta que 25% dos municípios brasileiros tiveram redução na população de 2016 para 2017. São Paulo segue como o mais populoso, com 12,1 milhões de habitantes.

O Brasil tem 207.660.929 habitantes, segundo estimativa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União. A data de referência para o levantamento é 1º de julho. Em 2016, a população do país era estimada em pouco mais de 206 milhões habitantes. Neste período, 25% dos municípios tiveram suas populações reduzidas.

O crescimento de 2016 para 2017 foi de 0,77% (cerca de 1,6 milhão de pessoas a mais). De acordo com o IBGE, a taxa de crescimento populacional vem desacelerando nos últimos anos. A razão principal da redução no ritmo de crescimento, segundo o instituto, é a queda na taxa de fecundidade.

Com base no levantamento, o IBGE aponta que projeção demográfica daqui a 26 anos (entre 2042 e 2043) é de que a população brasileira vai atingir seu limite máximo, estimado em 228,4 milhões. Em seguida, deverá decrescer nos anos seguintes.

São Paulo é o estado mais populoso, com 45.094.866 habitantes, seguido de Minas Gerais, com 21.119.536, e Rio de Janeiro, com 16.718.956. O estado com a menor população é Roraima, que tem 522.636 habitantes.

Entre os municípios, São Paulo continua sendo o mais populoso do país, com 12,1 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 6,5 milhões de habitantes, Brasília e Salvador, com cerca de 3 milhões de habitantes cada.

Dentre os 5.570 municípios brasileiros, apenas 17 têm população superior a 1 milhão de pessoas, somando 45,5 milhões de habitantes ou 21,9% da população do Brasil. Serra da Saudade, em Minas Gerais, é o município brasileiro com a menor população – apenas 812 habitantes. O segundo menor município em termo populacional é Borá, em São Paulo, com 839 habitantes.

Veja a população por unidade da Federação

Unidade da Federação Estimativa em 2017 Variação ante 2016 (em %)
Acre 829.619 1,58
Alagoas 3.375.823 0,5
Amapá 797.722 1,97
Amazonas 4.063.614 1,55
Bahia 15.344.447 0,44
Ceará 9.020.460 0,63
Distrito Federal 3.039.444 2,09
Espírito Santo 4.016.356 1,07
Goiás 6.778.772 1,24
Maranhão 7.000.229 0,66
Mato Grosso 3.344.544 1,18
Mato Grosso do Sul 2.713.147 1,15
Minas Gerais 21.119.536 0,58
Pará 8.366.628 1,14
Paraíba 4.025.558 0,65
Paraná 11.320.892 0,7
Pernambuco 9.473.266 0,67
Piauí 3.219.257 0,22
Rio Grande do Norte 3.507.003 0,5
Rio Grande do Sul 11.322.895 0,92
Rio de Janeiro 16.718.956 0,32
Rondônia 1.805.788 1,04
Roraima 522.636 1,63
Santa Catarina 7.001.161 1,31
São Paulo 45.094.866 0,77
Sergipe 2.288.116 0,99
Tocantins 1.550.194 1,13

Veja a população por capitais

Capitais População
Rio Branco (AC) 383.443
Maceió (AL) 1.029.129
Manaus (AM) 2.130.264
Macapá (AP) 474.706
Salvador (BA) 2.953.986
Fortaleza (CE) 2.627.482
Brasília (DF) 3.039.444
Vitória (ES) 363.140
Goiânia (GO) 1.466.105
São Luís (MA) 1.091.868
Belo Horizonte (MG) 2.523.794
Campo Grande (MS) 874.210
Cuiabá (MS) 590.118
Belém (PA) 1.452.275
João Pessoa (PB) 811.598
Recife (PE) 1.633.697
Teresina (PI) 850.198
Curitiba (PR) 1.908.359
Rio de Janeiro (RJ) 6.520.266
Natal (RN) 885.180
Porto Alegre (RS) 1.484.941
Porto Velho (RO) 519.436
Boa Vista (RR) 332.020
Florianópolis (SC) 485.838
Aracaju (SE) 650.106
São Paulo (SP) 12.106.920
Palmas (TO) 286.787

Metodologia

De acordo com o IBGE, a população de cada município brasileiro foi estimada por meio de um procedimento matemático. Tais estimativas são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos munícipios.

O método de cálculo baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010). As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais municipais ocorridas após 2010.

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. A divulgação anual obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.

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