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Em 40 dias, SP terá 46 milhões de doses da CoronaVac, diz Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) afirmou hoje que, nos próximos 40 dias, o Estado terá 46 milhões de doses da CoronaVac em São Paulo. A vacina está em fase de testes e deve ainda ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O primeiro lote composto por 120 mil doses da CoronaVac chegou hoje de manhã ao Aeroporto

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan está no centro de uma disputa política entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Doria também anunciou que o intervalo de tempo para reclassificação das regiões do Estado no Plano São Paulo passará de 30 dias para 14 dias, como nas fases anteriores da pandemia. A decisão ocorre diante do aumento de casos de contaminação por coronavírus e da taxa de internação nos hospitais.
Atualmente, boa parte do Estado (76% da população) está na fase verde do plano, com a permissão de abertura de cinemas, teatros e museus, por exemplo.
Doria afirmou que o governo tem sido transparente com relação à pandemia. “A saúde comanda o combate à pandemia em São Paulo. Decisões são fundamentadas na ciência e na saúde”, disse, acrescentando que nenhum fator outro, como o cenário político, interfere nessa decisão.

Leitos para covid
O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que, diante do aumento dos casos de contaminação pelo coronavírus, foi assinado hoje decreto que determina que hospitais não desmobilizem leitos voltados para doentes por covid-19. O decreto também determina que cirurgias eletivas não sejam agendadas.

O secretário afirmou que o governo avalia o aumento recente de casos, mas que o Estado segue longe do cenário visto no pico da pandemia, com taxas de internação por covid-19 acima de 80%. Até ontem, a Grande São Paulo tinha taxa de 49% e o Estado, 43%.

O secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo, João Gabbardo, afirmou que não há risco de falta de leitos para atendimento de pacientes com covid-19.

Ele ressaltou as medidas tomadas via decreto hoje proibindo a transformação de leitos covid para outras doenças e suspendendo novos agendamentos de procedimentos eletivos.

Segundo Gabbardo, com os dados atuais de casos e internações, nenhuma região do Estado seria reclassificada. Hoje 76% da população está em regiões classificadas na fase verde, a segunda menos restritiva.

O secretário-executivo afirmou que os dados apontam “pequeno recrudescimento” da pandemia no Estado, mas que é difícil avaliar neste momento os números por causa da falta de atualização dos dados na semana passada por problemas na contabilização do sistema do governo federal.

Patricia Ellen, secretaria de Desenvolvimento do Estado, afirmou que o agravamento dos indicadores junto com a instabilidade dos dados do governo federal foram as duas razões que fizeram o governo estadual postergar a reclassificação do Plano São Paulo para o dia 30 de novembro. No dia 16, oito regiões seriam reclassificadas na fase verde, levando 90% da população para essa fase, mas a medida foi suspensa.

A reclassificação será feita a cada duas semanas e não mais a cada mês. “O período de um mês era adequado na curva descendente. Agora, com período mais curto podemos acompanhar melhor a curva. Teremos, sim, que tomar medidas mais restritivas, se necessário”, afirmou.

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