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Extrema gera o dobro de empregos na indústria em 2018 do que as 10 maiores cidades do Sul de Minas

O município de Extrema (MG) já gerou em 2018 o dobro do número de empregos na indústria do que as 10 maiores cidades do Sul de Minas juntas. Só de janeiro a julho, Extrema gerou 868 novas vagas de trabalho no setor, enquanto as 10 maiores da região, somadas, geraram 440 novos postos de trabalho. Os dados são do Caged, o Cadastro de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, divulgados na semana passada.

A discrepância dos números fica ainda maior se for comparado o número de empregos gerados na indústria desde 2013. Nos últimos 5 anos, o município de 34,3 mil habitantes, apenas o 18º maior da região, gerou 4.396 novas vagas de emprego na indústria. Já as 10 maiores cidades do Sul de Minas, somadas, geraram 939 novos postos de trabalho no setor industrial.

Melhor resultado em 5 anos
Tanto para Extrema quanto para as 10 maiores da região, os números de geração de empregos em 2018 são os melhores dos últimos 5 anos. Entre as maiores, o maior destaque no setor industrial fica com Pouso Alegre (MG), que de janeiro a julho deste ano gerou 462 novas vagas de emprego no setor industrial. Nesta mesma época do ano passado, a cidade apresentava resultado negativo no setor, com o fechamento de 95 vagas.
No entanto, o número positivo deverá cair nos balanços do Caged dos próximos meses, já que na semana passada, a Locomotiva, empresa que fabrica laminados, filmes de PVC e lonas para caminhões, anunciou o fechamento de sua unidade na cidade, deixando 200 funcionários sem emprego.

Além de Pouso Alegre, Três Pontas aparece entre as cidades que mais geraram empregos na indústria entre as 10 maiores do Sul de Minas. O município abriu 284 novas vagas no setor de janeiro a julho deste ano, repetindo o bom desempenho de 2017, quando nesta mesma época, já havia gerado 230 novas vagas.

O sinal de alerta, no entanto, fica para Itajubá (MG). A cidade já fechou 287 vagas de trabalho na indústria neste ano. Em 2017, de janeiro a julho, o município havia criado 202 novas vagas.

Recuperação ainda é lenta
Segundo o superintendente da Fiemg, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Guilherme Veloso Leão, tanto o estado quanto a região Sul de Minas seguem a tendência nacional de recuperação do nível de empregos na indústria. No entanto, esse movimento, principalmente na região, ainda é abaixo do esperado.

“Há uma recuperação do emprego na região Sul/Sudoeste de Minas desde 2017, quando também teve saldo positivo de 1.823 (na indústria). Mas a gente tem que lembrar que quando a gente considera a representatividade da região no PIB do estado, que é acima de 10%, a recuperação do emprego representa menos de 10% do saldo líquido de empregos da indústria de Minas Gerais. O Sul de Minas está tendo uma recuperação, mas ainda em um nível inferior do que a gente observou no estado como um todo”, disse o representante da Fiemg.
Ainda segundo o superintendente da Fiemg, fatores como o cenário externo, dificuldades de avanços em reformas e a incapacidade do goerno de reduzir a incerteza na economia, reduziram as perspectivas de melhora para os próximos meses.

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