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Início da piracema restringe pontos de pesca no Sul de MG

Polícia Militar do Meio Ambiente realiza operação na região do Lago de Furnas.
A pesca em vários pontos de lagos e rios está proibida desde o dia 1º de novembro devido ao período da piracema, época em que os peixes sobem até as cabeceiras dos rios para se reproduzir. Nesse período, a Polícia Militar do Meio Ambiente realiza operações de fiscalização para coibir pescadores que estejam retirando peixes dos locais que têm restrição.
A piracema segue até o dia 29 de fevereiro do ano que vem, e durante esse período, a pesca de espécies nativas como Mandi, Traíra o Lambari está proibida.
Os pescadores podem apenas coletar espécies exóticas, como a Tilápia. Nesse caso, o pescador só pode pescar três quilos mais uma unidade do peixe da espécie. Além disso, nesse período, só é permitido pescar com anzol de mão, vara, molinete e caniço.
Segundo o sargento Assis Pereira, nesse período as águas aquecem e o peixe precisa subir até os pontos mais altos para poder desovar. “A pesca é proibida nesses locais de corredeiras e cachoeiras devido à fadiga física em que o peixe se encontra, porque ele tem que vencer um obstáculo que é a corredeira do rio, para ter estimulação hormonal para haver a reprodução”, conta.
Durante uma fiscalização na última quinta-feira (2), os policiais apreenderam, em apenas três horas, um total de 12 redes e cerca de 10 quilos de peixe. No Sul de Minas, a polícia estará fiscalizando pontos como o Lago de Furnas e as corredeiras do Rio Verde próximas de Varginha (MG).
“Nesse período a gente dá uma ênfase maior para a pesca, tendo em vista que com a diminuição das águas, há o pescador que se aproveita desse fenômeno para poder pescar”, explica o sargento Dalmo Teixeira.
Segundo o sargento, a preocupação maior não é com relação ao pequeno pescador, mas sim com aqueles que querem recolher quantidades maiores. “O grande problema é o pescador que pesca com rede, uma das técnicas proibidas”, diz.
Quem for pego pescando em local proibido pode ser multado ou até preso. A lei prevê, em caso de prisão em flagrante, um a três anos de reclusão e uma multa que vai variar de acordo com a quantidade de peixe pescado.

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