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MEIs aguardam operação de nova linha para ‘destravar’ crédito em meio à crise

Desde o primeiro momento da pandemia do novo coronavírus, o mercado de eventos sofreu paralisações em todo o Brasil. E os empresários do setor sentiram o baque imediatamente.

A última chance é a nova linha de crédito aprovada pelo governo federal no último dia 19 de maio, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Com crédito represado para micro e pequenas empresas, a solução encontrada pelo governo foi aprovar o projeto que dá 100% de garantia às instituições financeiras por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO), com recursos do Tesouro, e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Foram destinados mais R$ 15,9 bilhões para empréstimos de até 30% da receita bruta da empresa em 2019 e juros de 1,25% ao ano mais a taxa Selic. Segundo o Ministério da Economia, os empréstimos começam a ser liberados nesta semana. Espera-se que o apetite aumente agora que os bancos podem emprestar a risco zero.

Um exemplo entre tantos
O Brasil tem atualmente 10 milhões de Microempreendedores Individuais, segundo o Portal do Empreendedor do governo federal. E, nem durante uma crise sem precedentes, a concessão de crédito para o grupo melhorou – deixando-os à própria sorte.

A linha criada em abril para resgatá-los não funcionou. A Caixa anunciou condições específicas para pequenas empresas em parceria com o Sebrae, mas, do orçamento de R$ 7,5 bilhões, apenas 14% foi contratado até esta semana. Dos R$ 1,05 bilhão liberado, cerca de R$ 283 milhões foram destinados ao financiamento de MEIs, segundo a Caixa.

Nessa linhas, os empreendedores têm direito a um valor máximo de crédito de até R$ 12,5 mil por CNPJ, dois anos para pagamento depois dos nove meses de carência, e juros de 1,59% ao mês – taxa que é o equivalente a 20,8% ao ano. Mas tantos, como Ribeiro, param na análise de crédito.

“O crédito mais que fracassou na crise. O sistema nunca teve aptidão para emprestar para o MEI e sabemos que leva tempo entre essa última medida ser aprovada e a execução”, diz Carlos Melles, presidente do Sebrae. “Estamos trabalhando com bancos regionais, bancos cooperativos. Se depender muito dos cinco ou seis bancos, é mais propaganda que resultado. É muito pífio.”
Pesquisa recente do próprio Sebrae dá conta de que 59% dos empreendedores precisam de crédito para manter a empresa em funcionamento. Ainda assim, 86% dos que procuraram crédito não conseguiram. Foram ouvidos 10.384 MEIs e donos de micro e pequenas empresas.

O levantamento do Sebrae diz ainda que 88% dos que partiram para empréstimos procuraram os bancos. Apenas 12% conseguiram com o setor privado, e 9% com bancos públicos.

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